A Organização Marítima Internacional (OMI) informou em 2 de outubro que cinco marítimos teriam morrido durante a recuperação, em 29 de setembro, do petroleiro de produtos MT HONOUR 25, sequestrado em águas somalis. Vários outros ficaram gravemente feridos. Os demais tripulantes foram libertados.

O caso ocorreu paralelamente à liberação de outros dois navios, SEAMULL (também conhecido como SIBU 1) e MT EUREKA. A OMI informou que, ao todo, 44 marítimos foram libertados dos três navios em operações na região do Oceano Índico Ocidental e do Golfo de Áden. A entidade também declarou que 22 marítimos permaneciam em cativeiro a bordo do ASANA, tomado por sequestradores no início de 2026.

O Ministério das Relações Exteriores do Paquistão confirmou de forma independente a morte de cinco tripulantes durante a operação de recuperação, incluindo três paquistaneses. Informou ainda que quatro tripulantes, entre eles três paquistaneses, ficaram feridos e recebiam tratamento após os sobreviventes desembarcarem em Bandar Beyla e serem transferidos para Garowe. Nenhuma das fontes oferece um relato completo e independentemente verificado sobre a sequência da violência a bordo do HONOUR 25; as circunstâncias das mortes devem, portanto, ser tratadas com cautela enquanto prosseguem investigações e comunicações oficiais.

**Relevância operacional**

O episódio é um lembrete grave de que a recuperação bem-sucedida de um navio não elimina o risco agudo para as pessoas quando a embarcação está sob controle de piratas. Armadores, gestores técnicos, afretadores e assessores de segurança que operam perto da Somália, do Golfo de Áden e do Oceano Índico Ocidental devem reavaliar o risco de cada viagem, sem interpretar recuperações isoladas como sinal de normalização da ameaça.

Entre as verificações prioritárias estão: contatos atualizados para escalonamento e reporte pelo comandante; testes dos procedimentos do plano de proteção do navio, da prontidão da cidadela, da redundância de comunicações e das provisões de bem-estar; e confirmação de como atraso por segurança, desvio, bunker adicional, porto de refúgio, cuidado da carga e decisões de avaria grossa seriam tratados contratualmente. Equipes de afretamento e seguros também devem confirmar obrigações de notificação, condições de risco de guerra e de sequestro e resgate, arranjos com provedores de segurança e procedimentos de preservação de evidências.

Para interesses de carga e reguladores de sinistros, o caso reforça a necessidade de criar, desde cedo, canais documentados de comunicação entre armador, gestor, seguradora, interesses da carga, administração de bandeira e autoridades competentes. Registros de posição, alertas de segurança, condição de bordo, situação da carga, instruções e horários de decisão podem ser fundamentais para apoio humanitário, logística de recuperação e tratamento posterior de sinistros.

As liberações confirmadas são relevantes, mas o relato da OMI de que a tripulação do ASANA continua em cativeiro mostra que a ameaça regional não está resolvida. Roteamento, janelas de trânsito e medidas de proteção a bordo devem seguir sob revisão dinâmica com base em informações de segurança de fontes autoritativas.

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